9 de outubro de 2006

CINEMA PORTUGUÊS 1
"Transe" o filme de Teresa Villaverde é de novo um trabalho interessante da realizadora. Depois do auspicioso "OS Mutantes", voltamos a ver a sua actriz-fétiche (com um bocado de exagero na afirmação) a abrir, como uma sequela, este novo filme. E vai, de facto, bem, num papel difícil.
As únicas fragilidades do filme derivam de erros de argumento. Sobretudo de estrutura (que calculo é capaz de ter existido, em tempos...). Embora este guião esteja já melhorzinho do que n'OS MUTANTES e, ao que dizem, a quilómetros do penoso ÁGUA E SAL. Mas Teresa Villaverde, tal como a esmagadora maioria dos realizadores portugueses, não só não percebe um boi de como se escreve um argumento, como nem sequer tem consciência disso. O resultado é um meio de filme um bocadinho penoso e uma sequência com um maluco libidinoso, que não estando mal, foi ali metida à cacetada.
Mas ainda assim, um filme a ver.

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